Dicas ABNT para a escrita acadêmica
DICAS ABNT
PARA MEU PRIMEIRO ARTIGO
Nem todas as
faculdades exigem a produção de artigo científico pelos seus alunos, o que
considero uma pena!
A atividade
proporciona momentos raros de leitura que, sem essa obrigação, normalmente os
alunos não fazem, pois exige maior concentração, busca por aquele parágrafo que
diz muito, outras referências sobre o mesmo tema, e causa uma sede por
conhecimento que cresce à medida em que nos esforçamos para compreender o que
lemos com a finalidade de produzir um novo texto a partir das leituras feitas.
No começo é penoso,
ou porque nos empolgamos tanto com as leituras que nem queremos parar para
escrever os primeiros parágrafos, ou porque não fazemos ideia de “por onde
começar”.
Meu objetivo com este post é encaminhar algumas oreintações básicas aos universitários que vão precisar das normas ABNT e já estão entrando em contato com a escrita acadêmica. Partiu de um exercício para a produção de um texto de poucas páginas, apenas. Já é um começo. Para evoluir, tem muito mais.
Antes da escrita, vem a pesquisa bilbiográfica, ou seja, leitura de artigos ou capítulos de livros já publicados sobre o mesmo tema que você vai desenvolver.
Vamos começar?
O que recomendo é simples: leia um, dois ou três autores sobre o mesmo
tema. Não tudo, alguns capítulos ou páginas que vão direto ao assunto que se
está pesquisando. Selecione os parágrafos que passam a ideia principal daquele
autor sobre o tema. Se for mesmo usar, de forma direta ou indireta – explico a diferença – é bom digitar o trecho
e a referência - também vou explicar adiante. Tudo dentro das normas
ABNT para produção científica.
Depois dessa
primeira “triagem” nas leituras feitas, penso no que entendi e como poderia
reproduzir o pensamento dos autores “sem copiar”. Já falo sobre isso também.
Como se eu fosse
contar o que li e entendi para outra pessoa, começo o processo de escrita. As
primeiras linhas podem parecer meio soltas, sem introdução, mas volto depois e
ajeito isso tudo. O importante é começar a pôr no papel e depois organizar.
Outra técnica usada
para rascunho, é usar o parágrafo ou frase do autor citado e em seguida
desenvolver meu texto sobre, como se estivesse comentando com o leitor o que
acabei de ler daquele autor. Para começar, dá certo. Mas...um artigo não começa
pela citação direta, preciso antes contextualizar o tema.
Se houver dificuldade para começar, tenho um vídeo no canal do YouTube (Talita Godoy) sobre a técnica da tempestade de ideias e escrita em tópicos para ajudar nisso. Clique aqui para acessar o vídeo.
É importante deixar bem claro para o leitor
o que é citação de outro autor, o que é texto meu. Quando leio o que um aluno escreve sem
citações, fico na dúvida se o texto foi integralmente copiado ou o quanto ele
realmente desenvolveu. Não que eles não sejam capazes, mas é estranho nunca
terem feito, e sei que no começo é complicado, e de repente eis que surge um
texto de cinco páginas, ou quatro, ou três, duas, uma.
Não tem problema
citar os autores, aliás, deve ser feito, desde que tudo esteja de acordo com as
regras da escrita acadêmica e com referências no final do texto.
CITAÇÕES:
Exemplo 1 – Citação direta, com até 03
linhas:
Os meios dão suporte uns aos outros, e, atualmente, todos acabam
convergindo para a internet ou buscando nela sua fonte para criar novo conteúdo: “longe de terem usurpado o
lugar social dessas formas de cultura, os meios de comunicação foram
crescentemente se transformando em seus aliados íntimos” (SANTAELLA, 2002,
pág.52).
Trecho em azul: texto do aluno. Trecho em verde: texto de outro autor.
Note que a
citação com até 03 linhas segue normalmente dentro do texto, distinguindo-se pelo uso de aspas na fala do
autor citado, no caso Lúcia Santaella.
1 – Exemplo de citação acima de acima de 3
linhas:
No exemplo abaixo,
o texto do autor citado tem mais de 03 linhas, por isso segue outra regra
da ABNT: recuso de 4cm à direita, letra menor do que o texto vinha seguindo
(era fonte 12, agora passa no trecho citado a ser 10, o recuo das linhas, que era de 1,5, é retirado, e deixo sem espaço de parágrafo - não consegui configurar aqui na postagem, siga a orientação, mas não o modelo!). Não precisa aspas:
Cada
um desenvolvendo sua própria linguagem e estilo. O que é fato em um pode vir a
ser o assunto de outro, ampliando a visibilidade do artista, da arte e da
cultura:
Uma das mais comuns e antigas formas de expressão
cultural é a música. Ela encontra na oralidade, e, posteriormente no rádio,
seus primeiros propagadores. Mas não foi apenas com o veículo rádio que a
música se popularizou, tornando seus intérpretes e compositores conhecidos e
queridos no Brasil. Os festivais de televisão, promovidos no final dos anos
1960, deram aos artistas grande visibilidade, revelando novos talentos que
tornaram-se inesquecíveis para a cultura nacional e internacional (GODOY, 2013,
p.58).
Trecho em azul: texto da aluna. Em verde: texto de outro autor (ou citação de outro texto).
Após a
citação do outro autor, continuo normalmente o meu texto, no parágrafo seguinte,
retomando a fonte tamanho 12, espaço entre as linhas de 1,5 cm e assim por
diante.
Estes são os dois tipos mais comuns de
citação. Um bom começo para principiantes na escrita acadêmica.
Observe que, no
final do texto, tenho que indicar as “referências” de tudo o que usei no meu
artigo. Se li, mas não usei no meu texto, não cito nas referências. Se usei no
meu texto, tenho que citar nas referências. É comum aluno colocar mais de dez
citações na referência e não ter usado no texto – não pode. Use como regra o
seguinte: fiz citação no texto, direta ou indireta, com menos de 03 linhas ou
mais de 03 linhas, coloco na página das referências.
A página de referências é separada do texto, vem logo após a última página do
artigo (seu texto). Elas devem ser numeradas de forma simples, sempre à
direita, no alto ou abaixo. A capa não leva número de página. Após a página de
referências, podem vir apêndices e anexos.
As páginas do corpo do texto precisam ter margem esquerda e superior de 3cm,
lateral direita e inferior com 2cm. Clique em "justificar" para
manter o texto ajustado sem sobras entre as palavras. O espaço entre linhas tem
1,5cm e parágrafos duplos.
MAIS CITAÇÕES
São vários os
formatos de citações possíveis: autores de livros, artigos publicados em sites,
reportagens de revistas e jornais, monografias e artigos, entre outros. Também
há casos em que um autor citou outro. Ou autor que escreveu apenas um capítulo
de livro cujo organizador é outra pessoa. Como faço?
Seguem alguns exemplos de citação indireta,
em que não se coloca as palavras exatas do autor, apenas é feita uma espécie de
comentário sobre o que ele disse:
Faro
(1999, p.32) afirma que o jornalismo tem a capacidade e o dever de incorporar o
cidadão no processo social, sendo o jornalismo uma mercadoria associada ao
padrão cultural do leitor - então considerado o consumidor do produto notícia.
Sendo assim, o jornalismo não deve ser analisado apenas pelo aspecto técnico e
sim como atividade cultural, veículo em processo histórico-social de uma nação.
Vamos supor que o
leitor do seu artigo queira saber exatamente em qual obra FARO disse o que você
disse que ele afirmou. Então, ele vai na última página do seu artigo e lá
estará FARO, descrito nas referências que você usou no seu texto.
Antes, uma
observação que conta nos exemplos acima. Repare que se a citação é direta, o
sobrenome do autor sempre virá em letras maiúsculas. Se for uma citação
indireta, apenas a primeira letra virá grafada em maiúsculas, e o demais em
minúsculas. Sempre com parênteses indicando ao menos o ano, dependendo do tipo
de citação.
Na citação direta, sempre indicar entre parênteses: sobrenome
em letras maiúsculas, ano da publicação e página. Se o seu leitor quiser
conferir a citação exata, ele irá no próprio livro que você consultou e também
encontrará a citação por inteiro (creio que você usou apenas uma parte, mas se
o seu leitor tiver interesse ele pode ler o livro inteiro, se quiser).
Para isso servem as “referências”, para que
o seu leitor continue lendo e buscando, “bebendo na mesma fonte” que você
utilizou.
Assim, a pesquisa
nunca se esgota, sempre haverá um texto fazendo referência de outros e se
multiplicando.
Pesquisar não é lindo???
O exemplo abaixo
traz duas citações, uma direta, com
menos de 03 linhas, entre aspas, e outra, no final, indireta, com o nome de
outro autor, entre parênteses, co, letras minúsculas. Note que o sobrenome
“Buitoni” é usado duas vezes: na primeira com letras normais, só a primeira
maiúscula por ser um nome próprio, e a segunda em maiúsculas, por estar no
formato dentro de citação direta, entre parênteses, com letras maiúsculas, ano
e página, conforme a norma ABNT. Veja:
Buitoni (2009) constata a inovação da
revista Realidade para com o público feminino: “Os temas apresentados nessa Realidade quase
nunca surgiam nas páginas da imprensa feminina” (BUITONI, 2009, p.105). A importância de se ter uma mulher com a formação de Carmem da Silva
atuante como uma espécie de orientadora de mulheres está no fato de que a
sociedade conta com os órgãos de imprensa para sua formação de opinião e
exercício de cidadania, como citado acima (Melo, 2006).
Trecho em azul: texto meu. Trecho em verde:
de outro autor.
Outra citação indireta, com o sobrenome do
autor em minúsculas, e sempre seguido do ano de publicação entre parênteses:
Autores
como Vicchiatti (2005), fazem uma crítica ao exercício do jornalismo que já era
uma preocupação dos editores da revista Realidade, sair do senso comum
procurando tratar das questões polêmicas como uma mediadora que informava ao
leitor, como quem busca a raiz dos problemas.
EXEMPLOS DE REFERÊNICAS
Seguem alguns
exemplos de referências, apenas os mais simples como sendo um primeiro passo:
Exemplo 1 – Autor único de um livro:
ADAMI, Antonio. O Rádio com sotaque
paulista. São Paulo: Mérito, 2014.
Exemplo 2 – Mais de um autor de artigo publicado em site, congresso científico:
ADAMI, Antonio e SANDE, Manuel Ángel
Fernández. Revistas pioneiras de rádio na Espanha – Aos 1920. Disponível em
<http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2014/resumos/R9-2618-1.pdf> Consultado
em 18/05/2015.
RONSINI, Veneza. A perspectiva das
mediações de Jesús Martin-Barbero (ou como sujar as mãos na cozinha da pesquisa
empírica de recepção). In: GT12 “Recepção, usos e Consumo
Midiático”, do XIX Compós, disponível em HTTP://compos.com.puc.rio.br/gt12_veneza_ronsini.pdf> Consultado
em 26/11/2011.
Exemplo 3 – Mais de duas referências do mesmo autor (não preciso repetir o nome,
deixo um traço, apenas):
ORTIZ, Renato. A moderna tradição
brasileira: cultura brasileira e indústria cultural. São Paulo: Brasiliense,
1998.
_______. Cultura brasileira e identidade
nacional. São Paulo: Brasiliense, 2012.
Exemplo 4 - Autor de Dissertação de Mestrado publicado no site da
universidade:
VAZ FILHO, Pedro Serico. A história do
Rádio Brasileiro pela perspectiva dos jornais e revistas do século XX.
Disponível em <http://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2014/04/A-Hist%C3%B3ria-do-R%C3%A1dio-Brasileiro.pdf>
Consultado em 02/04/2015.
Exemplo 5 – Artigo publicado em site:
MAIA, Monica. Realidade – a que a
censura destruiu. Revista de Comunicação. São Paulo, 18 de out.
1989. Disponível em < http://www.revcom.com.br/rc/rc0.asp > Acesso em
06/01/2011.
Exemplo 6 - capítulo de E-book (com 1 autor e
com 2 autores - repare o uso de IN e dos organizadores - onde
se usa "orgs"), Escritos junto à margem esquerda:
GODOY, T.F. Comunicação,
cultura e política: um estudo da edição especial da revista Realidade - 1967 in
HELLER, B.; LONGHI, C.R. (orgs.). Comunicação em tempos de midiatização. São
Paulo: INTERCOM, 2013.
GODOY, T.F.; SANTOS, B.C. Revista
Realidade – Marcas de um sucesso editorial dos anos 1966/1967 in SANDE, M.F.;
ADAMI, A.(orgs.). Panorama da comunicação e dos meios no Brasil e na Espanha.
São Paulo: INTERCOM, 2012.
Por regra, sempre
se usa citar o sobrenome do autor, nome (inteiro ou abreviado), nome da obra escrita
por ele, cidade da publicação, seguido de dois pontos “:”, nome da editora, e
ano da publicação, como consta no exemplo 1.
Se houver mais de
um autor, segue a mesma regra, separando os nomes por “;” (ponto e vírgula). O
nome do livro pode vir em itálico ou negrito, dando maior destaque.
Sendo publicação de capítulo ou de artigo dentro de uma obra organizada por
outro autor, cita-se os dados do autor do capítulo, com o seu título
usa-se "in" (que significa "em", usado
em Itálico sempre que for palavra estrangeira). Na sequência
vem os dados da publicação livro. Artigo (cito os dados) dentro do livro (cito
os dados).
No caso do E-book, ele pode ter o link ou não, por exemplo, se eu recebi por
e-mail, não vou ter o site onde foi publicado ou divulgado, mas
obrigatoriamente devo citar os demais dados, como no exemplo 6.
Se a referência
estiver publicada na internet, depois de todos os dados usa-se o termo
“disponível em” para indicar o site, que será literalmente copiado e colado
entre o sinal “< e >” no começo e no final, como que “salvando” o link
para evitar que outra letra sobre ou falte, o que poderia impedir a consulta,
caso o leitor queira acessar o link. Não é só isso, depois do link usa-se
“consultado em....” e coloca-se a data em que o pesquisador leu o texto na
internet, pois ele pode ser deletado um dia, e a data da consulta assegura que
você, de fato, fez a pesquisa antes de sua retirada do site.
Todos estes
cuidados são necessários para manter a pesquisa organizada e torna-la
padronizada para qualquer leitor do mundo identificar os mesmos itens, de
acordo com as regras da ABNT. Seguir a norma dá maior credibilidade ao seu
texto!
Por isso, também, a importância de não se copiar nada sem citar as referências.
Texto de outro autor tem dono, crie o seu de forma original, sem cópias
ilícitas, o que caracteriza plágio.
PLÁGIO
Plagiar é copiar
sem autorização ou sem dar o devido crédito a quem produziu o texto que você
consultou em sua pesquisa. Plágio é crime, pois um autor não pode
simplesmente se apropriar da produção intelectual de outro autor. Seja competente
e produza você mesmo, ou cite com referências, dentro das normas.
Se não souber como
escrever com as suas palavras comentando o texto de outro autor, saiba que é
questão de prática. Pense num diálogo: como você diria algo sobre o que leu sem
ler! Grave, se achar útil, depois escreva e veja se ficou coerente, de acordo
com o que pretende para o seu texto. Quanto mais você ler, melhor vai
escrever. Mas precisa praticar. Peça ajuda ao seu professor quanto a
isso.
Pesquisar não é copiar, nem imprimir um monte de páginas e entregar
ao professor. Isso é apenas uma pequena parte do seu processo de pesquisa,
a ninguém mais interessa, apenas o que você produzir a partir das leituras que
fez e do texto que você mesmo desenvolver, com as suas próprias palavras.
O que pode e deve
ser feito é intercalar suas palavras com as palavras de outros autores, usar um
considerável número de citações, tanto de forma direta, como indireta, tanto
com menos de três linhas, como acima de três linhas. Lembra das regras?
APUD
Ainda em
referências, há casos de citação de citação, ou seja, Godoy usou o texto de
Santaella. Não tenho acesso ao texto de Santaella e por isso vou usar Godoy
citando Santaella, pois preciso usar a frase ou o parágrafo que ela mencionou
no texto dela (Godoy), e que na verdade é de outro autor (de Santaella).
Simples: uso o sobrenome do outro autor, o ano em que a fala dele foi
publicada, em seguida uso o temo APUD (citado
por), sobrenome que usei na minha pesquisa, ano e página, entre parênteses.
Veja como fica:
Texto,
texto, texto da aluna "Godoy", onde cita Lúcia Santaella...faço a citação,
direta ou indireta e em seguida referencio na norma, que seria, como exemplo (SANTAELLA, 2010 apud GODOY,
2013, p.204).
NOTAS DE RODAPÉ
Elas são uma espécie de "parênteses", algo que complementa o que foi
dito, mas sem interromper o leitor, sem sair da linha de raciocínio em que ele
estava.
Por exemplo: minhas alunas do secretariado fizeram artigo sobre a profissão.
Por costume usa-se "secretária", no feminino, mas seria errado fazer
isso num artigo por discriminar o fato de que muitos homens trabalham hoje como
secretários, assistentes, assessores. O certo, então, é justificar que naquele
caso escolheu-se o uso do termo no feminino por ser uma profissão praticada, em
sua maioria, por mulheres. Para não interromper o assunto que era outro, não
esse, algumas alunas usaram o recurso da Nota de Rodapé, incluindo na parte de
abaixo da página, essa observação.
Outro exemplo é para quando se usa um texto extraído de um site e só aquela
frase foi importante, não o resto do texto, ou seja, não quero incluir a
referência na página de referências porque considero algo de menor importância,
como se fosse apenas um detalhe.
Cito o tal trecho,
no final coloco entre parênteses o sobrenome do autor em letras maiúsculas, ano
da publicação e site tal. Insiro no nome do site a Nota de Rodapé e abaixo do
teto, no final da página escrevo: "Disponível em: "uso o símbolo <
e > para "proteger o link, ou seja, digito o link de onde tirei a frase
do autor e coloco entre < e >. Após ">" digito "Consultado em: "para indicar
a data exata em que fiz minha consulta. Afinal, podem tirar o texto ou a imagem
do site, não é? Desta forma garanto que minha pesquisa foi feita antes, caso o
professor ou o leitor queriam consultar o link e não encontrem o conteúdo
referido.
Para inserir uma nota de rodapé (que é raro precisar): Na página do Word
convencional, vou em "REFERÊNCIAS" (sexto item da esquerda para a
direita), deixo o cursor parado logo junto à palavra que será referenciada
(normalmente última palavra da frase), procuro "INSERIR NOTA DE
RODAPÉ" e clico nele. Vai aparecer um número pequeno no alto da tal
palavra. Por exemplo, no caso das minhas alunas seria a palavra
"secretária", pois é para o uso dela que foi incluir uma nota de
rodapé justificando o uso no gênero feminino, certo? Escrevi o texto e nesta
palavra incluo a nota.
Automaticamente também aparecerá um número pequeno, em fonte tamanho 10 na
parte inferior da página. Ali escrevo o que pretendo, incluindo uma referência
como a mencionada do site ou de uma imagem que inseri meramente para ilustrar,
o que significa que não me debrucei naquilo para desvendar os mistérios da
minha pesquisa... Só o que realmente usei como referência vai para a última
página, e o que for de menor uso ou para justificar algo sem interromper o
leitor, ou parênteses, por assim dizer, coloco em Nota de Rodapé.
Dúvidas sobre a produção do meu primeiro
artigo:
Precisa de capa? Siga as instruções do
seu professor.
Normalmente artigo não tem capa, tem um modo específico ser apresentado,
mas cada professor vai orientar. No nosso caso escrevemos apenas 05 páginas,
foi pedido uma capinha, mas apenas para formalizar a entrega do trabalho para a
nota do segundo bimestre. Em geral, sigas as instruções do seu professor.
Precisa de sumário? Não, artigo
científico não tem sumário nem capítulos. Pode ter subdivisões, intertítulos, mas não
precisa de sumário nem de numerações internas (somente numeração das páginas).
Precisa de resumo ou conclusão? Um artigo maior sim, mas como o nosso
é o primeiro, não precisa. Mas só dessa vez!
Precisa de referências? Sim. SEMPRE!!!
De quantas referências estamos falando? Isso depende do pesquisador. Se o
texto é grande, fica estranho ter uma ou duas referências. Ao contrário, se o
texto é curto, fica estranho ter uma dúzia.
Seja razoável e
justo, se consultou menos do que 03 obras me parece muito pouco, mesmo para
começar. E não apenas livros ou não apenas sites. O bom é variar sua fonte, mas
isso vai depender do porte do texto, do tema, do seu objetivo. O importante
mesmo é o seu percurso na pesquisa.
Importante: toda citação no corpo do texto precisa
estar listada em “referências”, assim como tudo o que aparecer em “referências”
precisa estar no corpo do texto. Se eu li o livro todinho, mas não usei, foi só
para conhecimento e inspiração, não entra em referências! Apenas quando citado
no seu texto.
Livros são considerados objetos sagrados
para pesquisadores,
especialmente se os autores forem conhecidos pela comunidade científica, pois, dão
respaldo e credibilidade a pesquisador, como dito adiante. Contudo, a internet
tem fontes atuais, artigos que são de fácil acesso e devem ser buscados. Tome
cuidado com sites abertos, livres, em que qualquer pessoa fala o que quer, como
entende. Não se tem certeza daquela fonte citada por terceiros.
Eu mesma talvez não
seja uma fonte adequada para outros alunos, pode não ser bem visto citar este
texto numa pesquisa mais profunda por ser apenas um
bate-papo nosso para simplificar o processo de sua compreensão. A não
ser que o tema seja esse: dificuldade dos alunos em produzir um artigo
acadêmico! Se fosse usar uma fonte para referência de Metodologia Científica,
seria adequado consultar autores tradicionais, como Lakatos, Gil, Mattar e
outros.
Precisa diagramar o texto? De certa forma sim, ele deve ter fonte
Arial ou Times, tamanho 12 no corpo do texto, espaço entre linhas de 1,5, com
os destaques das citações acima de 3 linhas. Margens esquerda e superior de 3
cm; direita e inferior de 2 cm. Texto justificado (nada de caminho no meio do
mato, deve ficar reto nas margens direita e esquerda, obedecendo os parágrafos
e as quebras de página. A última página é reservada para as referências. Se
houver anexo ou apêndice, virão na sequência.
O que são anexos e apêndices? Anexo são aquelas informações que você
acrescenta no final, como um gráfico, imagem, texto de outro autor, com a
devida referêcia. Apêndice é o que você acrescenta no final sendo de sua
produção, de sua autoria, como gráficos, resultados de pesquisa, um rodapé que
ficaria muito longo, por exemplo e outros materiais extras.
O que é fonte primária e secundária? Fonte secundária é aquele material pronto
que você consulta, como livros, artigos, materiais já publicados e outros.
Fonte primária é aquela que você gera, como uma entrevista inédita, por
exemplo. Um dia ela pode se tornar fonte secundária para outros pesquisadores,
essa é uma das belezas do material produzido.
Se usar imagem da internet, preciso citar a
fonte? Sim, sempre.
Linguagem, posso usar "eu
acho" no artigo? Não! Artigo é resultado de uma pesquisa onde não
se usa termos dessa natureza e nem primeira ou terceira pessoa (Eu / Nós). Por
padrão, jovens autores usam verbos neutros, numa linguagem apropriada, que não
é rebuscada, é apenas característica do texto acadêmico. Procure ler alguns
artigos para sentir a diferença.
Por isso citamos
outros autores tantas vezes, pois estamos nos baseando na palavra de autores de
renome para afirmar algo de acordo com a teoria que foi desenvolvida por eles.
É um passo a mais
no nosso aprendizado, mostro o que pesquisei e o que encontrei como referência
naquele assunto. A citação de autores importantes, tanto de livros como de
artigos científicos, acrescentam
credibilidade ao texto. Lendo a obra desses autores, vou adaptar
minha linguagem ao texto acadêmico.
Posso usar
diagramas, quadros, planilhas e imagens no artigo? Sim, tanto no corpo do
texto como no final, em anexo e/ou apêndice. Nestes casos (apêndice -
quando você elaborou) cite a fonte como de própria autoria, se foi você quem
produziu, ou como fonte, cite as referências de onde você reproduziu (de onde
copiou/tirou) as imagens. Se for adaptado, diga em fonte: “adaptado de” e
cite o autor.
São quantas páginas, em média? Artigos científicos são produzidos com 15 páginas em média. Já vi artigo de 9 e de 22 páginas, depende do porte da pesquisa. Siga as orientações do seu professor. No nosso caso a proposta foi de apenas 5 páginas (em 2015), por ser o seu primeiro artigo (brinquei no início que é um "mini" artigo, mas considero ótimo para começo).
Falta me dizer alguma coisa?
Sim, muita
coisa. Mas o citado aqui
serve para um bom começo.
Lembre-se das recomendações dadas em sala de aula, consulte as normas ABNT
sempre que tiver uma dúvida, pergunte, leia outros artigos e arrisque-se.
Só vai ficar bom se você começar, fizer antes diversas leituras, mostrar sua
primeira página escrita ao professor e aos colegas para, aos poucos, acertar o
passo.
Sugiro começar pelo "Google
Acadêmico". Digite o tema que deseja pesquisar e virão links de
livros, artigos científicos, sites específicos e outros materiais importantes
para dar início à sua pesquisa. Salve os links numa lista para consulta
posterior, podem ser úteis. Em especial, revistas científicas que aparecem
no alto da lista da busca.
Veja a página, é igual a do Google, mas o conteúdo que vem na pesquisa é
específico para estudantes e pesquisadores.
No começo é
complicado, não apenas parece - é. Para vencer as barreiras leia o artigo de
outros autores de renome, busque informação e aventure-se. Logo você pega o
jeito da escrita, que não é a mesma coisa que escrever nada do que
escreveu antes, e então ficará bem mais fácil. Garanto a você!
Sabe o que mais?
Você sentirá seu progresso a ponto de ter orgulho do trabalho pronto.
Duvida???? Está lançado o desafio!
Bons estudos!
Profª Talita Godoy
Produzido em: 09/06/2015
Atualizado em: 14/10/2020
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